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Roupa Molhada - 8:48 PM
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Domingo, Fevereiro 25, 2007
É tão bom estar no mar.
..
Eu vou sair,
vou ficar só...
Roupa Molhada - 9:17 AM
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Sexta-feira, Maio 19, 2006
Ele é o que meu médico receitou...
Roupa Molhada - 12:03 AM
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Sábado, Abril 29, 2006
Dentro das datas mal colocadas
da janela anoitecida
das páginas arrancadas
da esquina vazia
pele macia
sandália amarrada.
dentro da dor esquecida
da dor dividida
da roupa manchada
do banho de chuva
de ontem à noite
da prova de sexta
da casa arrumada
dentro da mensagem bonita
do plano trocado
do brilho dos olhos
dentro das prateleiras
do pensamento dele
do silêncio do caos
talvez eu possa dizer
que apesar do meu desconcerto,
tudo parece estar bem.
Roupa Molhada - 2:44 PM
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Domingo, Novembro 27, 2005
será que eu perco isso daqui?
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Roupa Molhada - 9:13 AM
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Quinta-feira, Setembro 15, 2005
E essa história de falar tudo,
não passa de um papo
muitíssimo furado.
Roupa Molhada - 2:19 AM
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Domingo, Setembro 04, 2005
E sabe que eu já senti o esforço. Mas não mereço...
Nem posso ver esforço por mim
que desfaleço de gratidão.
Hoje eu fiz promessa
de não omitir mais palavra
e de ser clara
e de gritar
muito mais baixo.
E fiz promessa de não correr tão rápido,
de não pensar nas coisas atrasadas,
de não esquecer os nomes ,
de não entender mais nada.
E fiz promessa pra arrumar emprego - Promessa não, concurso.
Quando cheguei você estava com uma concentração tão grande que até dei meia-volta pra não estragar. Meu coração passou pro lado direito, sem mais nem menos. E dei meia volta de novo.
Entrei de mansinho, sem fazer barulho, e falei: tá bonito aqui...
Só agora que paro pra pensar por que nunca li nada que ela me entregou.
Uso o respaldo que o medo me dá...
Medo de mais. E a vontade de ácido não passou.
Esses estragos me permitem atos de coragem...
Não vou forçar amor à vida.
Não enquanto as palavras durarem em mim...
Coisa difícil de acontecer.
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Roupa Molhada - 6:49 PM
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Domingo, Julho 31, 2005
Escolho entre milhões de volumes, o mais barato.
Leio metade, no caminho pra casa...
Da outra metade pretendo esquecer.
Roupa Molhada - 8:55 AM
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Domingo, Julho 24, 2005
Só pra não dizer que eu deixei tudo isso aqui de lado...
Dois anos escrevendo neste mesmo lugar.
Não deixei de lado não.
Eu vou voltar.
Roupa Molhada - 1:07 AM
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Terça-feira, Junho 28, 2005
Eu descobri que Moby é um extra terrestre
que veio salvar o mundo
com a beleza de Signs of Love...
Descubro isso todos os dias de uma vida inteira,
porque ela pra mim é como hidratante de hortelã no cotovelo ressecado,
é como escovar os dentes depois de comer milho assado,
é como dançar no escuro sem tropeçar na quina da cama,
é dedo nas costas
e coberta sem ácaros,
é correr sem pressa...
Ela pra mim é como a coisa mais simples
que eu tenho visto sobre tudo,
porque tudo está em paz...
Exceto as coisas que nunca vão ficar em paz...
Por que não podem,
senão... senão...
perdem a graça...
Roupa Molhada - 12:11 AM
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Terça-feira, Junho 07, 2005
Eu posso cuidar,
da plantação
da chuva
da terra.
Eu posso me sentar e perceber
o crescimento do inevitável,
e a continuação.
Por que a gente corre tanto,
pra não transparecer,
pra não se molhar,
pra não ser feliz demais.
Mas volta pro mesmo lugar...
Pro nosso.
Pra constatar o acontecimento
do inabalável.
A gente volta, pra finalmente ver...
Que a vida é feito ladeira,
feito qualquer coisa da vida.
(...)
Eu posso cuidar de você
na segunda, na quarta e na sexta-feira.
Tenho uma hora, depois do almoço,
e um minuto nunca foi linear...
Eu acho que nem sei mais viver longe da sua mão,
mais uma vez.
Eu nunca soube, não te contei...
Eu nunca soube viver...
Roupa Molhada - 12:09 PM
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Quinta-feira, Maio 26, 2005
Tantas coisas aconteceram... Que eu não tive como escrever...
Coisas que não digo, pensamentos que não sei como formular...
Perguntas que surgiram... E logo depois
tudo virou resposta.
Bastou que eu me permitisse...
(...)
A gente bebe tanto dessa água, e desde então, tem chovido sempre...
Roupa Molhada - 6:05 PM
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Sexta-feira, Maio 13, 2005
"Sua boca velada
É ouvi-lo já."
E então chega o dia que você fica sozinha.
É um dia só, segunda-feira tudo muda...
Se a minha vida fosse um dia, seria segunda-feira.
Difícil de levantar, difícil de digerir, demorada...
Mas segunda-feira sempre acaba, e vem terça, quarta, quinta, sexta...
E então chega o dia que você fica sozinha.
E percebe que precisa perder o medo do vulto que aparece na sala,
do sonho ruim,
da poeira insistente,
da preguiça terrivelmente insistente.
Se eu fosse um sentimento, eu seria o tropeço.
Porque o medo sempre passa, ou se finge de morto pra não ser ameaçado. Medo é coisa muito preciosa.
E então chega o dia que você fica sozinha,
e precisa vencê-lo pra dormir pelomenos três horas.
Antes disso, pensa em quando não precisou dizer nada (medo é coisa preciosa)...
As palavras suspensas pelo hálito fresco que só os fins de tarde têm.
Se eu fosse um gosto, seria o de fim de tarde.
Como aquele, que eu não disse nada...
Ao sabor das coisas todas que sonhava partilhar.
Fiquem em paz.
Roupa Molhada - 1:04 AM
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Sábado, Maio 07, 2005
"Não, não digas nada!
Supor o que dirás"
Todo aquele sacrifício, contra a pressão do ar, contra a gravidade, contra os músculos do meu corpo; pra me sentar no lugar mais alto e me permitir não pensar em nada.
Mas eu pensei.
Se eu fosse um momento da minha vida, seria aquele.
Me preocupava em manter todas as pessoas ao alcance da vista: medo de que alguém caísse daquela altura.
E logo lembrei de uma amiga me dizendo que as coisas boas eram feitas para serem divididas.
Se alguém caísse, seria eu. Não porque eu pularia, mas porque nunca fui um exemplo de equilíbrio.
Eu esperava o sol se pôr,
mas ele não se pôs...
E está a pino até hoje nos meus olhos de passado.
A pino não, à margem, que se não fosse de fim de tarde, seria de início de manhã.
E se não me chamassem, estaria ali ainda agora.
Entre as várias versões contadas sobre a mesma história,
entre as coisas que eu disse calada.
(...)
Se eu fosse uma palavra, seria aquela.
A que eu calei naquela tarde.
Em que o vento varria toda poeira que havia por dentro.
Em que eu fiz promessas, enxerguei encantos.
E logo voltei pro nosso lugar,
com a alegria dos sonhos realizados
disfarçada por uma piada sem graça.
fica em paz...